Esses breves dias entre o natal e o ano novo são loucos. Têm uma atmosfera peculiar. Tempestade de pensamentos, surto de sentimentos. É tempo de tirar as conclusões, refletir e evoluir. Fim da linha, se vira! Se toque. Se veja.
Me vendo bem... veja só. Parece ter uma bigorna aqui em cima. Meu cérebro em vertigem bóia na enchente cefálica. Fazem 72 horas que estou aqui dentro do Cine Chaos estúdio com o Gui bolando cigarrinhos e o set do ano novo (vamos tocar pra ummas 5000 pessoas num festival de trance dia 31 de dezembro, das 11 horas à meia-noite, responsa!!!). Tudo tem que ser pensado, analisado, refeito; é um trampo prazeroso, mas te consome por completo. Os olhos ficam mergulhados na tela do computador, os ouvidos hipnotizados captando o mesmo som horas... coitado, o Gui está com o antebraço direito enfaixado de tendinite, tanto arrastar o mouse. A propósito, o set acaba de ficar pronto. Perfeito, aos nossos ouvidos.
O que nos move são as recompensas - um belo cachê e o paraíso. Logo nos primeiros dias de janeiro, o nosso bem escalado time voa até a Bahia (titulares: Eu, Lambisgóia e Galega, fora o resto!) Sombra, água de côco e rock´n´roll pelo menos até fevereiro. Caraíva, Trancoso, Salvador e... e... será que eu volto?
Um ano novo pirado para todos... entrem em 2004 com o pé direito - num chute só, derrubando a porta!!!